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Qualquer dúvida  encaminhe no setor de CONTATO.

LIVRO "O PRAZER SECRETO" - Autor: Dr Celso Marzano

livro

 

 

O Prazer Secreto – Dr. Celso Marzano

editora Eden.

 

 

RESUMO

Um livro ricamente ilustrado com fotos e desenhos. Contém mais de 100 perguntas e respostas sobre sexo anal, DSTs e sexo em geral. Esta publicação é destinada ao aprimoramento de especialistas e pessoas que querem conhecer mais sobre esta prática; é um guia acessível que foi criado para todos, homens e mulheres, heterossexuais, bissexuais e homossexuais. O sexo anal desperta a curiosidade das pessoas em busca do prazer: a proposta nesse livro é elucidar dúvidas do leitor, quebrar mitos e tabus.

DETALHES

A obra é um guia prático, simples e acessível sobre sexo anal. – Este livro não tem a intenção de incentivar esta variação sexual, mas sim elucidar dúvidas, quebrar mitos e tabus que se mantêm por centenas de anos e levar conhecimentos à população. A nossa cultura, que fala muito pouco sobre sexualidade, e muito sobre sexo, não dá oportunidade de acesso a informações àqueles que querem saber detalhes das diversidades sexuais, mesmo que não desejem praticá-las -, diz Marzano. O livro conta com fotos, ilustrações do cartunista Márcio Baraldi e mais de 100 perguntas e respostas sobre sexo anal, DSTs e dúvidas sobre sexo em geral. A publicação comprova o que o autor constatou após muita pesquisa e mais de 25 anos de experiência. – O sexo anal é uma variação que envolve pessoas que buscam o prazer. A intenção do casal homossexual ou heterossexual é a felicidade, e no aspecto sexual a entrega, a busca de novos prazeres sexuais e a intimidade”. “Chega de preconceitos e de ignorância sexual. A educação e a orientação sexual devem estar presentes em todos os níveis de escolaridade, com seriedade e profissionalismo que o assunto merece -. ” A publicação é destinada à pessoa comum, para o aprimoramento de especialistas e para o público geral que busca conhecer mais sobre a prática do sexo anal. Medidas 24cm x16,7cm 162 páginas Sobre o autor: Celso Marzano é médico urologista, sexólogo, terapeuta sexual e educador sexual. Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (PUC). Pós-Graduado em Terapia e Educação sexual pela Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH). Especialização em Psicodrama, Membro titular da ABRAP – Assosciação Brasileira de Psicoterapia. Membro titular da ISSM – International Society for Sexual Medicine. Membro titular da SLAIS – Sociedade Latinoamericana para o Estudo de Impotência e Sexualidade. Mestrando em Ciência da Saúde, SP. ex-Professor colaborador da Cadeira de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina do ABC – Fundação ABC, em Santo André (SP) sendo responsável pelos terapeutas sexuais do Ambulatório de Sexualidade da mesma entidade. Diretor do CEDES (Centro de Orientação e Desenvolvimento da Sexualidade) e ex diretor do ISEXP (Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática), instituições médicas e de ensino da Sexualidade Humana. É consultor de revistas, jornais, rádios e tvs, ministrando cursos e palestras sobre sexualidade em todo o Brasil.

CISTITE E INFECÇÃO URINÁRIA

Cistite = sem bactéria = sem infecção

INFECÇÃO URINÁRIA = com bactéria
O sistema urinário é normalmente estéril e livre de bactérias. As infecções urinárias surgem quando este é invadido por bactérias, que podem se localizar predominantemente na uretra (uretrites), bexiga (cistite) ou nos rins (pielonefrites).
MECANISMOS DE INSTALAÇÃO
As infecções urinárias são quase sempre produzidas por microorganismos (bactérias) provenientes do intestino (e/ou da vagina , em mulheres ) do próprio paciente. Essas bactérias instalam-se, inicialmente, junto ao orifício do canal uretral (canal que comunica a bexiga com o meio exterior) e daí migram para a bexiga (cistites) ou sobem até os rins (pielonefrites).

INCIDÊNCIA CLÍNICA

Embora as infecções urinárias possam atingir qualquer indivíduo em qualquer idade, existem determinados grupos que são mais propensos.

Meninas de 1 a 8 anos de idade: nestes casos,as infecções resultam de hábitos vaginais precários, que favorecem a proliferação de bactérias na vagina e subseqüente invasão da uretra e bexiga.
Mulheres dos 16 aos 35 anos de idade: neste grupo, são freqüentes as infecções vaginais ou presença de “corrimento”, produzido por fungos, bactérias ou vírus. A presença destes microrganismos diminui a resistência natural da vagina e uretra, e facilita a invasão do sistema urinário por germes intestinais.

CISTITE NA MULHER
As cistites, e as infecções da bexiga são raras nos homens e bastante freqüentes nas mulheres. Estima- se que de 2 a 6 em cada 100 mulheres qpresentam sintomas de cistite aguda. Outros estudos demonstram que entre 25% e 35% das mulheres tiveram cistite aguda em alguma época da sua vida adulta.

As cistites podem decorrem da invasão da bexiga por bactérias de origem intestinal, que penetram no trato urinário da uretra ( figura 2 ). Dois fatores anatômicos explicam a maior propensão das mulheres a desenvolverem cistites.

1) Proximidade entre o ânus, a vagina e o orifício de abertura do canal uretral.
Como mostra a figura 2, o orifício uretral na mulher abre-se na vagina e esta encontra-se bastante próxima ao ânus. Mesmo em mulheres com hábitos higiênicos locais cuidadosos, torna-se fácil a contaminação da vagina por bactérias intestinais e a subseqüente invasão da uretra.

2) Comprimento de uretra- O canal uretral mede cerca de 25cm no homem e de 3 cm na mulher. O pequeno comprimento da uretra na mulher torna muito mais fácil a ascensão e a invasão da bexiga por microrganismos vaginais.

CISTITES E ATIVIDADE SEXUAL
Algumas mulheres podem desenvolver cistites no início de sua atividade sexual sendo, por isso, denominadas cistites de lua-de-mel.
1- Inoculação de bactérias na uretra durante o ato sexual;
2- Traumatismo direto do pênis sobre a bexiga vazia: muitas mulheres têm o hábito de esvaziar a bexiga previamente ao coito, permitindo com isso um maior traumatismo diretamente sobre a bexiga e favorecendo assim a cistite ( a urina dentro da bexiga funciona como um amortecedor do trauma).

CLÍNICA DAS CISTITES
As mulheres com cistite apresentam grande aumento do número de micções, com pequenos volumes de urina eliminados a cada vez, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga ,ardor na uretra, dor na bexiga que se exacerba ao fim da micção, jato urinário fraco e, algumas vezes, sangue vivo na urina. Nem sempre todas as manifestações estão presentes e a intensidade das mesmas pode variar em diferentes pacientes.
As cistites da mulher não costumam se acompanhar de outras complicações e, por isso, são desprovidas de conseqüências mais sérias. Contudo, produzem grande desconforto e sofrimento e isso justifica seu pronto tratamento.

TRATAMENTO DAS CISTITES
Embora em alguns casos de cistites possa ocorrer cura espontânea da infecção (micções repetidas eliminam as bactérias da bexiga), a maioria das pacientes precisa ser tratada com drogas antimicrobianas, por períodos de 3 a 14 dias, dependendo da intensidade da infecção e da medicação empregada. Tratamentos inadequados (tipo de medicação ou tempo de administração inapropriados) constituem a principal causa de repetição ou de cronificação de cistites. O emprego de analgésicos e banhos de assento em água quente serve para atenuar os sintomas na fase aguda e podem ser utilizados em associação com a medicação antibacteriana.

PREVENÇÃO DAS CISTITES
As medidas profiláticas que serão descritas têm grande importância prática, pois diminuem de forma significativa as chances de ocorrência de surtos agudos de cistites.

Micções freqüentes: A micção representa um dos mecanismos de defesa do trato urinário contra a invasão das bactérias (bactérias na uretra são eliminadas com urina durante a micção). Por isso, pacientes propensas a cistites devem urinar com freqüência, se possível a cada 3 ou 4 horas.

Ingestão de líquidos: A ingestão de grande quantidade de água contribui para maior formação de urina e isto favorece a eliminação de bactérias durante a micção. Cerca de 2 litros de líquidos devem ser ingeridos por dia.

Higiene pessoal: A higiene feminina implica em cuidados com os orifícios anal, vaginal e uretral e com a pele adjacente, de modo a evitar que bactérias intestinais, eliminadas principalmente por ocasião das evacuações, penetrem na vagina ou uretra. Estas medidas devem ser ensinadas na infância, enfatilizando-se para a criança sobre a necessidade de tais cuidados em decorrência da proximidade entre o ânus e a vagina.

Higiene: A limpeza com papel após as evacuações deve ser feita de frente para trás, e nunca ao contrário, a fim de evitar que bactérias localizadas em torno do ânus sejam carregadas para a vagina.

Banhos locais: Após as evacuações pode-se melhorar a limpeza da região através de lavagem local com “chuveirinho”ou água corrente. Deve-se evitar nessas ocasiões banhos de imersão em bacias ou banheiras, pois água contaminada com restos fecais pode penetrar na vagina.

Higiene após micções: A higiene local após as micções deve ser sempre com papel macio, que é aplicado na região de modo a absorver a urina residual. A prática de se esfregar o papel junto ao orifício da uretra é desaconselhável, já que isto pode traumatizar o local e favorecer a penetração de bactérias.

Roupas: Mulheres com cistites recorrentes devem evitar o uso de roupas justas por longos períodos e de calcinhas de nylon ou material sintético. Roupas muito justas ou calcinhas não-absorventes impedem a circulação de ar na região genital, o que torna a vagina úmida e aquecida. Este tipo de ambiente favorece o crescimento de bactérias relacionadas com infecções vaginais e envolvidas com cistites.
Calcinhas de material sintético podem produzir alergia local, com prurido persistente e irritação da mucosa que reveste a vagina. Este tipo de lesão propicia o desenvolvimento local de bactérias e aparecimentos de infecções secundárias. As pacientes predispostas a cistites devem usar, de preferência, calcinhas de algodão.

Higiene menstrual: As medidas higiênicas comumente empregadas durante o período menstrual não parecem interferir com o aparecimento de infecções vaginais ou cistites. Não se demonstrou até o momento qualquer efeito nocivo das compressas ou dos tampões vaginais em relação aos sistemas genital e urinário.

Desodorantes íntimos: Devem ser evitados em mulheres propensas a cistites ou infecções vaginais, já que podem desencadear reação alérgica local e irritação vaginal.

Métodos anticoncepcionais: Não existem, até o momento, evidências que demonstrem aumento da incidência de cistite ou infecções vaginais com o uso de pílulas anticoncepcionais ou DIU (dispositivo intra-uterino). O diafragma tem sido implicado como uma possível causa de cistite.

Atividade sexual: Algumas mulheres costumam apresentar cistites após atividade sexual e neste grupo podem ser adotados cuidados preventivos que reduzem a incidência de infecções:

a)-Micções após cada relação sexual: Urinar após as relações favorece a eliminação das bactérias que possam ter penetrado na uretra e bexiga durante o ato sexual.
b)-Ingestão de água após cada relação sexual: aumenta a quantidade de urina e o número de micções no período subseqüente ao ato sexual e isso contribui para erradicar microorganismos localizados na uretra ou bexiga. As pacientes nunca devem esvaziar totalmente a bexiga antes do coito. É necessário que sempre permaneça um pouco de urina na bexiga para amortecer o trauma do pênis durante o ato sexual.
c)-Lubrificação vaginal: Se não houver lubrificação fisiológica normal da vagina no momento da relação, deve-se recorrer a lubrificação artificial com substâncias neutras. Esta medida é bastante importante, pois relações sexuais com vagina pouco lubrificada produzem traumatismos do orifício da uretra e favorecem a penetração local das bactérias.

d)-Evitar posições dolorosas: Relações em posições que produzem dor vaginal indicam que a mucosa (revestimento) da vagina está sendo traumatizada e isto favorece o crescimento de bactérias na região.

e)-Higiene vaginal: Durante o ato sexual bactérias localizadas na vagina podem ser lançadas na uretra e ganhar acesso à bexiga. Por isso. irritações ou lavagens vaginais com água ou soluções anti-sépticas (1 litro d’água fervida mais 1 colher de sopa de vinagre branco) são recomendadas em pacientes com cistites recidivantes. É importante que a higiene seja realizada antes e não após a relação de modo que a população de bactérias vaginais seja pequena no momento do ato sexual.

f)- Evitar o coito anal, pois as bactérias intestinais contaminam a uretra masculina e, em futuras relações vaginais podem promover vaginites e secundariamente cistites. por isso, em casais que praticam o coito anal impõe-se o uso obrigatório de preservativos.

Infecções vaginais: As vulvovaginites (infecções da vulva ou vagina), que em geral se manifestam em todas as pacientes com propensão a cistites, assim como infecções vaginais de qualquer tipo, tornam o local mais suscetível à ação de bactérias intestinais, que aí se instalam e depois podem invadir a uretra e a bexiga.
DIMINUIR A ANSIEDADE E STRESS

DOR NA RELAÇÃO SEXUAL

DOR NA RELAÇÃO SEXUAL

DR CELSO MARZANO 

 

A dor na relação sexual, muito comum e com conseqüências sérias no casal principalmente na esfera da sexualidade feminina, pode ter causas anatômicas ,psicológicas ou ambas e as vezes é de difícil tratamento.

Temos:
1) VAGINISMO (dor na penetração vaginal)
2) DISPAREUNIA (dor na relação sexual)

Apesar de atualmente os preconceitos sexuais estarem sendo superados existem muitas mulheres que ainda atribuem ao ato sexual o sentido de uma verdadeira luta em que tomam parte o homem e a mulher. Elas o consideram como parte de um processo de violentação, em que seriam penetradas pelo homem de uma maneira dolorosa e ameaçadora. Muitas mulheres tem ciência de que o coito também pode proporcionar prazer, porém continuam alimentando a fantasia de que seus órgãos genitais ficarão traumatizados e inflamados a ponto de não poder andar no dia seguinte.

A idéia de dor é geralmente ligada a primeira relação porque a iniciação feminina se reveste de significados biológicos, psicológicos e sociais diferentes daqueles da primeira vez para o homem. A primeira relação para a mulher se transforma em um acontecimento marcante e algumas vezes até brutal, diferente do homem em que a primeira relação é uma continuidade de suas experiências eróticas.

Na complexa reação vaginal que a mulher apresenta no coito, interferem não apenas vários estruturas anatômicas como também todas as suas experiências emocionais, como por exemplo incidentes ocorridos na infância ou na juventude que podem despertar nela uma profunda resistência ao envolvimento sensual. Outros fatores como uma educação severa, ensinamentos religiosos e a indevida valorização cultural da virgindade, entre outros, podem ter reflexos negativos no momento do coito: a ansiedade; angustia  que impede a mulher de relaxar, se excitar e sofrer as mudanças fisiológicas e anatômicas normais que facilitem a penetração do pênis. Estas considerações anteriores são importantes para se entender melhor as causas do vaginismo e da dispareunia e seu tratamento.

VAGINISMO

Vaginismo é a dor na penetração do pênis provocada por uma contratura muscular espasmódica que impede ou dificulta a penetração vaginal. Geralmente é uma alteração psicossomática causada por distúrbio de fundo emocional que se exterioriza em modificação corporal. Essa contração muscular, involuntária e não percebida pela mulher, é conseqüência de uma acentuada ansiedade em relação à penetração vaginal. Essa ansiedade resulta, na maior parte das vezes ,da falta de informação precisa sobre os órgãos genitais masculino e feminina.
Além da educação rígida, ( que suprime informações detalhadas sobre assuntos de natureza sexual,) também incidentes traumáticos ,como defloração seguida de sangramento intenso, e tentativas de estupro, podem causar vaginismo.
Como a mulher não consegue relaxar a musculatura há um estreitamento vaginal bastante pronunciado e em conseqüência ela sente dor em queimação durante as tentativas de penetração. Este sintoma pode se repetir ao ser examinada pelo ginecologista. É uma reação de defesa, instintiva .

EM CONDIÇÕES NORMAIS A PENETRAÇÃO VAGINAL É UMA OCORRÊNCIA TOTALMENTE INDOLOR.

A mulher que sofre de vaginismo em geral desconhece por completo a anatomia de seus órgãos genitais. Aprender a identificar e examinar seu corpo é uma etapa importante para a solução dessa dificuldade sexual. Esse tipo de terapia ajuda a desmistificar medos irracionais e fantasias distorcidas sobre os órgãos genitais.
A informação é a melhor terapia para o vaginismo. A participação do marido em todas as etapas do tratamento é essencial pois além de reduzir a duração do mesmo também ajuda o casal a desenvolver um relacionamento sexual melhor e a esclarecer seus problemas interpessoais.
A terapia sexual que combina a dessembilização em nível da vagina com a orientação conjunta do casal é a que reúne melhores condições para superar o vaginismo.

DISPAREUNIA

Refere-se a dor que algumas mulheres sentem durante a relação sexual. Também pode atingir os homens no coito ou após o mesmo. Vai desde uma irritação até dor intensa.

Pode ser causada por:
a)alterações anatômicas dos órgãos genitais como aderências após cirurgias abdominais, inflamações vaginais e ou penianas, etc.
b)por fatores psicológicos ( falta de interesse pelo coito, ausência de envolvimento afetivo com o aparelho sexual, temores quanto ao desempenho sexual , etc. ).

A maior conseqüência destes fatores anatômicos ou psicológicos é a ausência ou a pouca lubrificação vaginal, que dificulta ou provoca dor no coito.
É muito importante citar que as mulheres após a menopausa têm uma menor lubrificação pelo processo gradual de atrofia da mucosa vaginal, o que pode levar à dor na relação sexual.

A ausência de lubrificação vaginal em conseqüência de penetração , ou seja, antes da mulher atingir nível adequado de excitação, é a causa mais comum de dispareunia; também sem esta excitação as modificações vaginais necessárias para a penetração peniana não ocorrem e que podem provocar a dor.
As infecções vaginais que provocam corrimentos, ardor, prurido, irritação também podem determinar a dor sentida durante o coito.
O uso de lavagens vaginais internas após o coito para manter a higiene local, pode mudar o PH vaginal favorecendo infecções genitais ( deve ser evitada ).
O simples expediente de lavar os órgãos genitais com água e sabonete é tudo o que se faz necessário para garantir o escoamento de secreções após o coito e para evitar odores desagradáveis.

Outras causas comuns são aquelas que alteram o PH vaginal favorecendo as infecções como :
1-uso contínuo de pílulas anticoncepcionais
2- diabetes
3- ingestão de corticóides
4- alergia a preservativos, diafragmas, cremes, geléias espermaticidas e ao desodorante íntimo
5-Cicatrizes endurecidas em região genital por partos e ou cirurgias ginecológicas ou plásticas, etc.

São também importantes as causas psicológicas. A dor se torna um pretexto, consciente ou inconsciente , para evitar o coito com determinados parceiros ou em ocasiões em que elas não se sentem motivadas para a atividade sexual.
A dispareunia freqüentemente dificulta ou impede que a mulher chegue ao orgasmo.

O TRATAMENTO MÉDICO TANTO DO VAGINISMO QUANTO A DISPAREUNIA TEM GRANDE SUCESSO QUANDO OS PARCEIROS SEXUAIS SE COMPROMETEM A SEGUIR AS RECOMENDAÇÕES MÉDICAS E PSICOLÓGICAS E ESTÃO DE CABEÇA ABERTA PARA MUDANÇAS NO SEU RELACIONAMENTO CONJUGAL,DIMINUINDO SUAS ANSIEDADES E TEMORES PARA MANTER UM EQUILÍBRIO SEXUAL CONTÍNUO E PRAZEIROSO.

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Fimose

DOR NA RELAÇÃO SEXUAL

A dor na relação sexual, muito comum e com conseqüências sérias no casal principalmente na esfera da sexualidade feminina, pode ter causas anatômicas ,psicológicas ou ambas e as vezes é de difícil tratamento. 


Temos:
1) VAGINISMO (dor na penetração vaginal)
2) DISPAREUNIA (dor na relação sexual)

Apesar de atualmente os preconceitos sexuais estarem sendo superados existem muitas mulheres que ainda atribuem ao ato sexual o sentido de uma verdadeira luta em que tomam parte o homem e a mulher. Elas o consideram como parte de um processo de violentação, em que seriam penetradas pelo homem de uma maneira dolorosa e ameaçadora. Muitas mulheres tem ciência de que o coito também pode proporcionar prazer, porém continuam alimentando a fantasia de que seus órgãos genitais ficarão traumatizados e inflamados a ponto de não poder andar no dia seguinte.

A idéia de dor é geralmente ligada a primeira relação porque a iniciação feminina se reveste de significados biológicos, psicológicos e sociais diferentes daqueles da primeira vez para o homem. A primeira relação para a mulher se transforma em um acontecimento marcante e algumas vezes até brutal, diferente do homem em que a primeira relação é uma continuidade de suas experiências eróticas.

Na complexa reação vaginal que a mulher apresenta no coito, interferem não apenas vários estruturas anatômicas como também todas as suas experiências emocionais, como por exemplo incidentes ocorridos na infância ou na juventude que podem despertar nela uma profunda resistência ao envolvimento sensual. Outros fatores como uma educação severa, ensinamentos religiosos e a indevida valorização cultural da virgindade, entre outros, podem ter reflexos negativos no momento do coito: a ansiedade; angustia  que impede a mulher de relaxar, se excitar e sofrer as mudanças fisiológicas e anatômicas normais que facilitem a penetração do pênis. Estas considerações anteriores são importantes para se entender melhor as causas do vaginismo e da dispareunia e seu tratamento.

VAGINISMO

Vaginismo é a dor na penetração do pênis provocada por uma contratura muscular espasmódica que impede ou dificulta a penetração vaginal. Geralmente é uma alteração psicossomática causada por distúrbio de fundo emocional que se exterioriza em modificação corporal. Essa contração muscular, involuntária e não percebida pela mulher, é conseqüência de uma acentuada ansiedade em relação à penetração vaginal. Essa ansiedade resulta, na maior parte das vezes ,da falta de informação precisa sobre os órgãos genitais masculino e feminina.
Além da educação rígida, ( que suprime informações detalhadas sobre assuntos de natureza sexual,) também incidentes traumáticos ,como defloração seguida de sangramento intenso, e tentativas de estupro, podem causar vaginismo.
Como a mulher não consegue relaxar a musculatura há um estreitamento vaginal bastante pronunciado e em conseqüência ela sente dor em queimação durante as tentativas de penetração. Este sintoma pode se repetir ao ser examinada pelo ginecologista. É uma reação de defesa, instintiva .

EM CONDIÇÕES NORMAIS A PENETRAÇÃO VAGINAL É UMA OCORRÊNCIA TOTALMENTE INDOLOR.

A mulher que sofre de vaginismo em geral desconhece por completo a anatomia de seus órgãos genitais. Aprender a identificar e examinar seu corpo é uma etapa importante para a solução dessa dificuldade sexual. Esse tipo de terapia ajuda a desmistificar medos irracionais e fantasias distorcidas sobre os órgãos genitais.
A informação é a melhor terapia para o vaginismo. A participação do marido em todas as etapas do tratamento é essencial pois além de reduzir a duração do mesmo também ajuda o casal a desenvolver um relacionamento sexual melhor e a esclarecer seus problemas interpessoais.
A terapia sexual que combina a dessembilização em nível da vagina com a orientação conjunta do casal é a que reúne melhores condições para superar o vaginismo.

DISPAREUNIA

Refere-se a dor que algumas mulheres sentem durante a relação sexual. Também pode atingir os homens no coito ou após o mesmo. Vai desde uma irritação até dor intensa.

Pode ser causada por:
a)alterações anatômicas dos órgãos genitais como aderências após cirurgias abdominais, inflamações vaginais e ou penianas, etc.
b)por fatores psicológicos ( falta de interesse pelo coito, ausência de envolvimento afetivo com o aparelho sexual, temores quanto ao desempenho sexual , etc. ).

A maior conseqüência destes fatores anatômicos ou psicológicos é a ausência ou a pouca lubrificação vaginal, que dificulta ou provoca dor no coito.
É muito importante citar que as mulheres após a menopausa têm uma menor lubrificação pelo processo gradual de atrofia da mucosa vaginal, o que pode levar à dor na relação sexual.

A ausência de lubrificação vaginal em conseqüência de penetração , ou seja, antes da mulher atingir nível adequado de excitação, é a causa mais comum de dispareunia; também sem esta excitação as modificações vaginais necessárias para a penetração peniana não ocorrem e que podem provocar a dor.
As infecções vaginais que provocam corrimentos, ardor, prurido, irritação também podem determinar a dor sentida durante o coito.
O uso de lavagens vaginais internas após o coito para manter a higiene local, pode mudar o PH vaginal favorecendo infecções genitais ( deve ser evitada ).
O simples expediente de lavar os órgãos genitais com água e sabonete é tudo o que se faz necessário para garantir o escoamento de secreções após o coito e para evitar odores desagradáveis.

Outras causas comuns são aquelas que alteram o PH vaginal favorecendo as infecções como :
1-uso contínuo de pílulas anticoncepcionais
2- diabetes
3- ingestão de corticóides
4- alergia a preservativos, diafragmas, cremes, geléias espermaticidas e ao desodorante íntimo
5-Cicatrizes endurecidas em região genital por partos e ou cirurgias ginecológicas ou plásticas, etc.

São também importantes as causas psicológicas. A dor se torna um pretexto, consciente ou inconsciente , para evitar o coito com determinados parceiros ou em ocasiões em que elas não se sentem motivadas para a atividade sexual.
A dispareunia freqüentemente dificulta ou impede que a mulher chegue ao orgasmo.

O TRATAMENTO MÉDICO TANTO DO VAGINISMO QUANTO A DISPAREUNIA TEM GRANDE SUCESSO QUANDO OS PARCEIROS SEXUAIS SE COMPROMETEM A SEGUIR AS RECOMENDAÇÕES MÉDICAS E PSICOLÓGICAS E ESTÃO DE CABEÇA ABERTA PARA MUDANÇAS NO SEU RELACIONAMENTO CONJUGAL,DIMINUINDO SUAS ANSIEDADES E TEMORES PARA MANTER UM EQUILÍBRIO SEXUAL CONTÍNUO E PRAZEIROSO.

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Próstata - "a prevenção é o segredo da saúde"

PRÓSTATA :saiba mais…

Pouco se fala sobre a próstata, mas todo homem com mais de 40 anos de idade deve saber mais sobre o assunto. As mulheres podem ajudar preventivamente alertando seus maridos, pais, familiares e amigos contra uma das doenças que mais mata os homens hoje.

 1-Onde fica a próstata?
A próstata é uma glândula, localizada na saída da bexiga, por onde passa a primeira parte da uretra, que é um canal que leva a urina da bexiga para o meio externo. Todo homem tem a próstata . Ela pesa dentro da normalidade até 20 gramas.
2-Para que serve a próstata?
A próstata contribui para a formação do líquido seminal, que é a maior parte do liquido liberado na ejaculação.
3-Quais as doenças que acometem a próstata?
a) PROSTATITE: é uma inflamação provocada por germes; causa dor, ardência, dificuldade para urinar, e as vezes febre ou pus no canal do pênis.
b) Aumento da Próstata – HIPERTROFIA:    após os 40 anos ela cresce e estreita o canal do pênis e pode causar sintomas de obstrução à urina=1)sensação de não esvaziar completamente a bexiga após o término da micção 2)necessidade freqüente de urinar 3)jato urináriofraco que obriga a fazer força para começar a urinar; necessidade de levantar a noite para urinar, etc. É uma doença benigna.

c) Câncer de Próstata: é um problema muito sério e se trata de um aumento maligno da próstata que pode pôr em risco a vida do paciente; é o câncer mais freqüente no homem e os sintomas são o aumento do órgão, sangramento na urina e dores ósseas. Pode se espalhar pelo corpo (metástases) por via sangüínea.
4)Como saber se a próstata está boa?
O trauma do homem é ser examinado e fazer um toque retal .Este exame não torna o homem menos “imgresmacho”, não influenciando na sua masculinidade e pode sim prolongar a sua vida por muitos anos e evitar muito sofrimento. De início se faz um exame geral clínico, em seguida exames laboratoriais e um ultra-som de próstata. Geralmente após se faz o toque retal.
 5)Quando procurar o médico urologista?
Não é necessário ter os sintomas citados acima para procurar o médico. Após os 40 anos todo homem deve fazer um check-up de próstata. O câncer de próstata no início não dá sintomas e sinais ao homem.
Prevenção é o caminho para a saúde: Se necessário deve se orientar quanto ao tratamento, que não é sempre cirúrgico. Há tratamento com medicamentos, sem ter que operar. FAÇA UM EXAME MÉDICO UMA VEZ AO ANO.

 

O homem com saúde tem muitos desejos e sonhos; O DOENTE só tem um. PREVINA-SE: FAÇA UM EXAME MÉDICO UMA VEZ AO ANO.

DSTS- DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

DSTs
È muito importante o conhecimento,as formas de apresentação e como evitar as doenças sexualmente transmissíveis (DST) pela sua alta frequência na nossa sociedade.Os sintomas e sinais vão desde uma leve coceira, secreção, feridas, verrugas e muitas vezes sem qualquer sinal externo. Saiba agora um pouco das principais DST:
 
1-Gonorréia:
Também chamada de blenorragia,pingadeira,esquentamento,etc.Aparece em média 2 semanas após o contágio;provoca coceira e queimação no canal da urina e em seguida uma secreção purulenta,espessa em grande quantidade.Se não tratada leva a sérias infecções internas e de difícil tratamento.Em 70% das mulheres os sintomas não aparecem.
2-Sífilis(Lues):
Doença de evolução crônica,com surtos agudos.É transmitida sexualmente e causada pelo Treponema pallidum.Provoca uma ferida(cancro duro) na pele do pênis,vagina e boca,com pouca dor. Pode cicatrizar espontaneamente e camuflar a doença que ainda está no sangue e evolui para uma sífilis secundária ou terciária com graves complicaçôes.
3-Cancro Mole:
Pouco conhecida embora muito comum, provocando uma ferida dolorosa na região genital que aparece 2 semanas após o coito.Também chamada cancróide ou cavalo.
4-Herpes Genital:
Causada por vírus e provoca pequenas lesões vesiculosas que se transformam em pequenas feridas.O cuidado maior neste caso é a higiene local.
5-Uretrites:
São corrimentos pelo canal da urina(uretra) de intensidades e cores variadas.A contaminação muitas vezes vem de corrimento vaginal que a mulher acha normal e não trata passando para o parceiro sexual.Aqui citamos os tricomonas e a clamídia.
6-HPV e Condiloma Acuminado (“crista de galo” ):
Tem período de aparecimento variável (semanas a anos). É transmitida pelo coito e indiretamente por mãos, toalhas, sabonetes (discutido mas não descatado). Deve-se sempre tratar o parceira por estar ligado ao câncer do colo do útero.
7-AIDS:
Transmitida por vírus e sem tratamento até o momento. Transmitida por qualquer secreção do contaminado e vem crescendo cada vez mais em nossa sociedade apesar de todas as informações dadas.
8-Temos outras DSTs muito importantes e devem ser citadas pois a sociedade não dá muita importância e causam muitos problemas de saúde, principalmente nos mais jovens:
– CORRIMENTOS VAGINAIS (devem sempre ser tratados);
– MOLUSCO CONTAGIOSO (parece espinhas na região genital);
– ESCABIOSE ou SARNA (muita coceira genital e no corpo);
PEDICULOSE (ou “chato”= coceira genital).
O importante é você saber que os médicos principalmente os UROLOGISTAS tem a preocupação de:
a) diagnosticar precocemente a DST
b) tratá-la rapidamente
c) orientar o paciente para evitar complicações e
d) detectar pacientes assintomáticos (que não tem qualquer queixa)
CONSELHOS PARA EVITAR DOENÇAS SEXUAIS
 
 –  Escolha bem seu(sua) parceiro(a) sexual. O visual, as roupas, a conversa, o carro e outros aspectos externos muitas vezes escondem doenças. Portanto não julgue pelo que você vê.
 –  Urine e lave os órgãos sexuais logo após a relação sexual. A vontade de urinar após as relações é uma defesa do nosso corpo para expulsar possíveis infecções e o ato de lavar com água e sabonete os genitais também é uma importante prevenção contra inflamações e doenças.
–  Evite contato sexual na presença de feridas, verrugas, bolhas e secreções suspeitas. Quando você vê ou sente algo diferente do normal no pênis ou na vagina,tome cuidado,evite relações sexuais e oriente seu parceiro(a) a procurar um médico.
–  Em se tratando de doenças sexualmente transmissíveis use sempre preservativos. Ele é uma barreira entre a doença e a sua pele.Deve ser utilizado desde o começo até o final do sexo.
–  As doenças sexuais devem ser tratadas pelo médico urologista.. Qualquer dúvida deve ser tirada com quem entende. Evite auto-tratamento para não transformar em doenças crônicas.

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EJACULAÇÃO PRECOCE

O que é ejaculação precoce ou rápida?

Um dos problemas sexuais masculinos mais comuns é a ejaculação precoce, que consiste em um orgasmo em um tempo considerado rápido, que deixa o homem frustrado e sua parceira sexual também insatisfeita, sem ter tido uma excitação e tempo suficiente para curtir aquele momento erótico. Não há um tempo pré-definido para o homem e a mulher chegarem ao orgasmo; ele vem quando o homem e a mulher chegam a um nível suficiente de excitação tal que desencadeiam o mecanismo do prazer maior.   As pesquisas recentes falam em 30 a 40 % dos homens de 15 a 35 anos com ejaculação precoce.

 Quais são as principais causas?           ANSIEDADE = O GRANDE VILÃO

As causas de ejaculação precoce são orgânicas (10 %) e psicológicas (90%).  A fimose e o “freio curto” do pênis são as causas orgânicas; A ansiedade aumentada é a causa psicológica mais comum da ejaculação precoce, que pode ser diminuída com medicamentos e tratada com terapia sexual. Um homem que sofre de ejaculação precoce tenta várias técnicas para tentar prorrogar a sua ejaculação: distrair-se, pensar em temas não sexuais como o trabalho e o futebol, entre outros. A masturbação prévia, o uso de mais de uma camisinha e o uso de cremes anestésicos são outros “remédios” usados. Nenhum destes recursos é aconselhável, pois se um homem se distrai muito durante a relação pode acabar com um problema de ereção.   Hoje com os recursos de terapia sexual a cura desta disfunção sexual, na maioria dos casos, é rápida e eficaz.

 TRATAMENTO? ANSIOLÍTICOS E TERAPIA SEXUAL

Durante a terapia sexual dada ao casal fornecem-se instruções sobre uma sequência de técnicas e exercícios sexuais simples a serem colocadas em prática pelo casal na intimidade de seu lar. Nestas, eles desenvolvem entre si formas adequadas e gratificantes de intercâmbio sensorial e sexual. Em poucas consultas o homem estará capacitado a estabelecer um nível de excitação sexual que possa manter voluntariamente por tempo desejado a relação sexual, sem ejacular.   O uso antigo de geléias anestésicas, ingestão de sedativos fortes e de bebidas alcoólicas, banhos frios e masturbação prévia ao coito não são eficazes  e foram abandonadas.

A PARTICIPAÇÃO DA PARCEIRA SEXUAL É ESSENCIAL E INDISPENSÁVEL PARA O TRATAMENTO E CURA DO PACIENTE. O carinho e compreensão da mulher são fatores essenciais para que o ejaculador precoce consiga superar sua dificuldade.

 TERAPIA SEXUAL: O tratamento que utilizo  na clínica inicialmente é feito em uma pesquisa física  para se excluir doenças, inclusive com exames laboratoriais. Depois de afastadas estas causas, o tratamento se baseia em uma aprendizagem rápida do paciente em identificar claramente as suas sensações pré-orgásticas e desta forma prolongar o tempo para a sua ejaculação.

Sexo Química, Emoção, Fantasia e Personalidade

Sexo Química, Emoção, Fantasia e Personalidade
Uma série   de estímulos (de olfativos a visuais , de tácteis à fantasia sexual ) desencadeiam a resposta sexual com todas as alterações fisiológicas normais no corpo. Estes estímulos vão ao cérebro que os verifica , os controla, os relaciona e através da medula espinhal dá livre acesso à resposta definitiva (ereção,lubrificação vaginal,etc..)

O sistema medular tem autonomia no que se refere aos estímulos genitais diretos (tácteis) e , como todo ato reflex ele responde quase automaticamente, embora o cérebro possa incrementar ou inibir esta resposta. Vários segmentos da medula espinhal  controlam a ereção do pênis e clítoris, a lubrificação vaginal, a ejaculação e parte do orgasmo feminino .

SEXO E EMOÇÃO: O sexo é  o ato sexual propriamente dito ,sendo um impulso primitivo e a sexualidade é a forma de expressar o ato e a atração sexual, pois a sexualidade está sempre ligada a circuntâncias emocionais, a cultura de cada pessoa, a educação recebida, do ambiente que habita, da cultura que o cerca e de sua personalidade.

O chamado diencéfalo ou cérebro primitivo, comum a todos  os mamíferos,intervém,através do hipotálamo, no desejo, no interesse sexual e também recolhe as informações que chegam do exterior e dos hormônios, controlando-os e dando as respostas da excitação sexual, ejaculação, sensações de prazer e regulando as respostas emocionais e afetivas no comportamento sexual. O chamado sistema límbico do nosso cérebro discrimina e seleciona os estímulos reconhecendo os sinais de saciedade (estar satisfeito) inibindo o comportamento sexual.

RAZAO E FANTASIA: A nossa  sexualidade apresenta-se não apenas em nível dos estímulos (visuais,fantasias) como também  na participação muito importante  da emoção  e sobretudo na aprendizagem. Algumas parte do nosso cérebro relacionam o ambiente e a cultura às nossas respostas sexuais. O resultado pode ter maior ou menor eficácia dando aos parceiros maior ou menor prazer.

A QUÍMICA DO AMOR: Sem dúvida há uma relação importante entre a química, a atração  e o desejo sexual. Algumas substâncias químicas (hormônios e neurotransmissores) são  produzidas por nosso corpo em resposta a nossos próprios impulsos internos e a estímulos  ambientais. Os hormônios sexuais são agentes químicos secretados pelos testículos e ovarios em conjunto com a supra-renal, e que são encaminhados ao nosso cérebro onde são recebidos por receptores específicos para influir na capacidade de reprodução e no impulso sexual.

SEXO E PERSONALIDADE: O velho tema de que “todos somos iguais” ,foi substituído  pelo “nascemos igualmente diferentes”. A personalidade de cada pessoa, seja introvertido (tímido)ou extrovertido, está marcada pela genética que, por sua vez determina sua resposta sexual. Os introvertidos costumam caracterizar-se por retração do impulso sexual. Buscar satisfações solitariamente, seja tocando um instrumento, colecionando obras de arte e muitas vezes  a masturbação é frequente. A expressão das emoções costuma ser mais  fácil para os extrovertidos, principalmete para os jovens. Os movimentos corporais de exibição, os atos sinuosos  da corte amorosa, nas quais os jovens se aproximam  e se afastam uns dos outros, constituem uma forma manifesta de excitar o parceiro e levá-lo a uma comunicação mais íntima.

Mantendo nossa auto-estima elevada e tentando ter uma vida mais feliz com o que somos e com o que temos, com certeza seremos mais felizes com aqueles que nos cercam.

O sexo ideal se conquista com o amadurecimento do corpo e principalmente da mente. Nesse relacionamento maduro desenvolvem-se alguns dos valores mais significativos para o ser humano: afetividade (muito amor), compreensão, segurança e cabeça aberta para possíveis mudanças. Este é o caminho!

Portanto, vamos mudar este quadro a partir de agora, pensar e decidir: “vou me valorizar e também às pessoas que me cercam; conversar mais sinceramente e de coração aberto; programar e aceitar mudanças; amar-me mais e dar chance de ser amado”.